3 filmes “estrangeiros” que você tem que ver antes de morrer
O título desse artigo é quase tão estranho quanto esse que vos escreve. Com a diferença de que sou lindo e rico (nota do dono do blog: Ok… continuando), mas esse não é um assunto do qual temos de tratar por aqui. Portanto, meninas, contenham-se.
Mas é sério, tive o prazer de selecionar 3 filmes estrangeiros que, de tão indispensáveis que são, tem de ser classificados dessa forma. Exatamente assim. Não há nenhum grande lançamento entre eles, mas o que ninguém poderá discordar, é que tratam-se de verdadeiros clássicos contemporâneos.
3 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Esqueça que os óculos de armação preta, os bonés de rede, as franjas e mochilas, as lágrimas e lâminas, qualquer muro que se possa encostar e Amélie Poulain, virou propriedade dos emos.
Esse filme é o triunfo dos franceses sobre os norteamericanos no que diz respeito a roteiro, que é de uma complexidade quase infantil. A excelente atuação de Audrey Tatou já valeriam as duas horas de duração, assim como vale um terceiro (e digníssimo) lugar nessa nossa listagem de imprescindíveis recomendações.
2 – O Labirinto do Fauno

Guilhermo del Toro surpreende com O Labirinto do Fauno, tanto que nem parece que Blade 2 e Mutação estão entre seus trabalhos. Esse é um filme que deveria ter lhe rendido um quarto Oscar, valendo pelo roteiro, também de responsabilidade do diretor mexicano. Mas a academia não poderia deixar de premiar Pequena Miss Sunshine, no já distante ano de 2007. Bom filme também.
Em O Labirinto do Fauno, a guerra trava uma batalha contra a fantasia. É a Espanha de Franco frente as virtudes e coragem de Ofelia. É o cinema estrangeiro, mexicano, bem montado e produzido, contra tiros, explosões, seios expostos e rostos de plástico.
1 – Oldboy

Não me lembro de ter visto um filme cujo final me deixasse refletindo por mais de ano. Muito embora Oldboy não dependa só de seu final, o que acaba se mostrando como verdadeira conseqüência de um excelente roteiro, recheado de excelentes interpretações.
Coreano, baseado em um mangá. Oldboy funciona enquanto imprime uma polêmica quase arrebatadora. É o filme que eu considero estar acima do que o Oscar pode premiar, ou até mesmo, digerir. Pena que Hollywood esteja de olho em uma refilmagem, o que sem dúvida alguma, além de desnecessário, soará como deprimente. Afinal, quero ver um americano ter culhões para realizar os feitos de Park Chan-Wook, Choi Min-Sik e companhia ilimitada.
É sempre muito difícil ter de elencar algo, ainda mais em se tratando de filmes. Eu acabei tendo de cortar Amores Brutos, Fale com Ela, Persepólis, O Declínio do Império Americano e As Invasões Bárbaras, entre outros. Mas que certamente, merecem figurar como menções honrosas.
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Luiz Jeronimo Stamboni mantém o blog Tarja Preta e escreve no Chongas toda sexta-feira na coluna, ainda sem nome, sobre cinema.











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