A cabeça de Tarantino
Não há como negar, Quentin Tarantino é um dos grandes gênios modernos. O diretor de 46 anos está chegando agora, com “Bastardos Inglórios“, a seu décimo primeiro filme. Isso sem contar os que ele trabalhou somente no roteiro ou na produção. Tarantino respira cinema. E por conta disso, exala qualidade com quê de polêmica.
Mas o que esperar de Tarantino em Bastardos Inglórios? Sangue, suor e lágrimas? Com exceção das lágrimas, o resto vale como resposta. Vamos começar pelo elenco que, sempre de ponta nos filmes do diretor, agora traz Brad Pitt, Eli Roth, Mike Myers e a gatíssima Diane Krueger.

O galã, comedor de Jolies, vive um tenente encarregado de administrar os bastardos, equipe que emprega o terror por uma França ocupada pelos nazistas. Já Diane Krueger é uma atriz alemã que tenta sabotar os planos do Terceiro Reich.
Poderia ser somente mais um filme baseado na segunda grande guerra. Mas nas palavras do próprio Quentin, o evento passa a ter um ponto de vista jamais explorado. E pelo o que vi e li até agora, não tenho interesse em discordar.
Bastardos Inglórios era para ter sido filmado no lugar de Kill Bill, mas na época, o diretor não estava certo sobre o roteiro e disse que precisava nesse ponto por no mínimo, mais um ano. Passaram-se seis, desde então. O filme estréia lá fora em 21 de agosto, mas por aqui, só sera exibido à partir de 23 de outubro.
Bônus: vale a pena voltar no tempo e falar um pouco de alguns de seus filmes.

1992: Cães de Aluguel
Inteligente, estiloso e violento. Mais ainda, um divisor de águas. Cães de Aluguel só existiu por que Harvey Keitel ouviu sua muher comentando o roteiro. À partir daí, ele se empenhou em juntar fundos para produzir o longa.
1994: Pulp Fiction
Seu flme mais importante, que o lançou de vez ao estrelato, marcando Quentin Tarantino como um dos mais promissores diretores do cinema atual. Pulp Fiction ainda lhe deu um Oscar, um Globo de Ouro e uma Palma de Ouro.
1997: Jackie Brown
Estrelado por uma atriz que interpretava inúmeros papéis em filmes do gênero nos anos 70. Uma ode ao blaxpoitaion.
2003/ 2004: Kill Bill Vol. 1 e Vol 2
Seu filme que mais gosto. E também o que Tarantino mais explora suas referências japonesas e chinesas, além dos filmes de faroeste e de terror italiano. David Carradine (pobre David) falando com a noiva ao final do segundo volume, no diálogo sobre o superman, é para mim uma das cenas mais precisas e impressionantes de seus filmes.

2007: Death Proof
Um projeto obscuro em conjunto com o diretor Robert Rodriguez. Muito contestado, até pelos fãs mais ardorosos.
Super Ultra Mega Blaster Bônus:
A Cabeça de Tarantino é um curta estrelado pelo Selton Mello e o Seu Jorge, onde os dois dizem ter quebrado o que seria o código Tarantino. As teorias levantadas são inquestionáveis e passíveis de evangelização.
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Luiz Jeronimo Stamboni mantém o blog Tarja Preta e escreve no Chongas toda sexta-feira na coluna, ainda sem nome, sobre cinema.















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